sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Enfim o Imperador é do Tricolor

São Paulo (SP) - O São Paulo confirmou na tarde desta quarta-feira a contratação do atacante Adriano. Depois de o empresário do atleta, Gilmar Rinaldi, conseguir a liberação do jogador na Internazionale, o Tricolor ratificou o acordo. Adriano, inclusive, já fala como jogador do clube paulista e sonha em retornar à seleção brasileira.
“Estou muito feliz com esse acerto. Desde o primeiro dia que cheguei no clube todos me receberam muito bem. Seria uma honra conquistar títulos pelo clube. Vou trabalhar muito forte para isso e para retornar à seleção brasileira”, afirmou o atacante, que já sabe que atuará com a camisa 10 tricolor em 2008.
Assim como o empresário do atleta já havia adiantado, o São Paulo confirmou que o contrato será até o dia 30 de junho. Os trabalhos físicos e técnicos do atleta no Reffis começaram em 19 de novembro e sua evolução agradou a Inter, que decidiu liberá-lo.
Gilmar Rinaldi comunicou a decisão da Inter ao presidente Juvenal Juvêncio e ao assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes. Adriano, de 25 anos, será apresentado oficialmente com a camisa do São Paulo na sexta-feira.
O empréstimo ao time do Morumbi é uma tentativa do Imperador retomar o sucesso na carreira. Desde o início de 2006, o atacante, que já teria recebido propostas de US$ 100 milhões para trocar a Inter de Milão pelo Chelsea, não tem mais convivido com as glórias que acumulou na Itália nos seis anos em que esteve no país da Bota.
Revelado pelo Flamengo, Adriano se profissionalizou em 2000, e no Campeonato Brasileiro daquele ano fez dez gols em 32 jogos, desempenho que lhe rendeu uma convocação para a seleção brasileira, então comandada por Emerson Leão. Em 2001, foram quatro gols em 13 partidas, e a negociação com a Inter de Milão em troca do empréstimo do volante Vampeta.
No primeiro semestre no novo clube, o jogador foi pouco utilizado, mas chegou a marcar um gol em oito jogos. Foi emprestado para a Fiorentina e chamou ainda mais atenção no Campeonato Italiano ao balançar as redes em seis oportunidades nas 15 vezes em que entrou em campo. Despertou interesse do Parma e teve 50% dos direitos federativos adquiridos pela equipe.
No primeiro ano, o goleador conquistou a torcida com 15 tentos em 28 jogos. Em 2003/2004, atuou na primeira metade pelo Parma e se destacou ainda mais: oito gols em nove jogos.
Logo, a Inter pediu a volta de Adriano e comprou novamente a metade que havia vendido ao Parma. A importância do atacante era tão grande que não foi liberado para atuar pela seleção brasileira no Pré-olímpico daquele ano – a equipe do técnico Ricardo Gomes ficou de fora dos Jogos de Atenas.
De volta à Milão, Adriano confirmou as expectativas nas primeiras temporadas e rapidamente ganhou o rótulo de Imperador, já que tinha o mesmo nome de um dos imperadores do Império Romano. Na metade final de 2003/2004, nove gols em 16 jogos pela Inter. E a convocação para a seleção que disputou a Copa América.
Enquanto muitos viam Luis Fabiano como grande nome, Adriano se destacou ao se tornar campeão, melhor jogador e artilheiro da competição com sete gols, inclusive fazendo o gol do empate com a Argentina no último minuto da final.
Na Itália, na temporada seguinte, já como titular incontestável. E o número de tentos aumentou: 16 em 30 partidas. No meio do ano, novo destaque no Brasil, com o título, a artilharia e novamente a eleição de melhor da Copa das Confederações – mais uma vez, com gol contra a Argentina na final, desta vez duas vezes.
Em 2005/2006, a primeira metade mantinha a ascensão do Imperador, com dez gols. O jogador era visto como titular incontestável do “quadrado mágico” do treinador Carlos Alberto Parreira ao lado de Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo na Copa do Mundo.
O início do ano, no entanto, evidenciou que a boa fase do ex-flamenguista estava perto do fim. Foram apenas três gols nos seis primeiros meses da temporada, e as críticas aumentaram ainda mais depois do Mundial, quando marcou apenas uma vez.
No Italiano seguinte, somente cinco gols em 23 jogos, e um novo fator contra o Imperador: fotos e notícias sobre as suas saídas noturnas, além de ser chamado de alcoólatra pela imprensa e torcedores do país.
Em 2007, a situação piorou. Adriano prometeu que seria a sua retomada, mas logo de cara não foi inscrito na Copa dos Campeões e teria apenas o Campeonato Italiano para provar o seu valor. Foram quatro partidas, três como titulares, e em 251 minutos em campo marcou apenas um gol, na vitória por 1 a 0 contra o Reggina.
A briga com o técnico Roberto Mancini aumentou e o atacante foi enviado ao Brasil, pelo segundo ano seguido, para se tratar psicologicamente e retomar a forma física. Neste ano, o São Paulo aproveitou a chance e tenta ser o palco do renascimento do Imperador.

Nenhum comentário: